Crítica: Besouro Verde

bossBuenas,

Estava procurando para download o filme “Besouro Verde” e achei uma critica muito interessante a respeito do filme, o que me motivou a assisti-lo no cinema, para aproveitar a tecnologia 3D, confiram:

Quando os pouco mais de 120 minutos de Besouro Verde terminaram de ser exibidos na sala IMAX de São Paulo o que mais passava pela minha cabeça eram interrogações e conflito.

Eu simplesmente não conseguia responder à pergunta básica que qualquer crítica de cinema deve responder: o filme é bom ou ruim?

Tudo por culpa do que já tinha lido em sites gringos de jornalistas que já tinham visto o filme? Ou porque o diretor Michel Gondry conseguiu fazer um excelente trabalho em confundir geral a cabeça de alguém que gosta de HQs e de filmes de HQs?

Os porquês não importam. Importa responder à pergunta. E o melhor a fazer agora é dissecar o morto.

O que realmente deixou todo mundo em suspense no longo processo que levou o personagem às telonas foram dois nomes: Michel Gondry e Seth Rogen.

Gondry tem uma bagagem de filmes cabeça que não vale a pena listar agora. Para quem não conhece o trabalho do diretor recomendo o obrigatório Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, mas veja DEPOIS de ver Besouro Verde.

Rogen é um dos “caras legais” do momento em Hollywood. Aquele tipo de ator que aparece de tempos em tempos cuja atuação se resume a ser ele mesmo: bonachão, beberrão, drogadão…gente fina, enfim. O tipo cara com quem você gostaria de encher o caneco em um bar sujo do baixo-Augusta.

Quando os nomes dos dois foram vinculados à produção, todo mundo gritou: “WTF!”

Porque escolher o nome de Gondry para dirigir um filme de heroi roteirizado por Rogen, que por sinal também viveria o heroi, era como tentar colocar um triângulo no buraco do cubo naqueles brinquedos infantis de encaixar peças.

O tempo passou, fotos surgiram mostrando um Seth Rogen incrivelmente magro – para os padrões de Rogen, pelo menos – novos nomes “responsa” foram ligados à produção como o do excelente Christoph Waltz – que vive o vilão no filme – e a coisa parecia caminhar para um final feliz. Mais ainda quando o primeiro trailer apareceu, mostrando que ali poderia estar uma pequena pérola que dava aos filmes de heroi uma visão diferenciada: porrada e diversão descompromissada.

Mas estamos falando de um filme de heroi e nesses tempos de Cavaleiro das TrevasThor eCapitão América, os filmes de heroi precisam ser mais do que porrada e diversão descompromissada (precisam?). Nêgo começou a ficar preocupado e apontar seu dedo acusador dizendo que ali podia estar o filme que ia acabar com todos os filmes de heroi.

Exagero: tivessem jogado Gondry para dirigir Batman isso poderia acontecer, mas quem é oBesouro Verde? Um heroi genérico, menor no panteão dos herois… cagar em Besouro Verde – o que não aconteceu – não poderia causar muitos estragos.

Na história, Rogen vive um cara chamado Britt Reid – beberrão, bonachão, drogadão. Reid foi criado por um pai ausente – dono de um grande jornal – que em um momento definidor da infância do guri destruiu um brinquedo seu e exigiu que o garoto tomasse jeito e se tornasse responsável pelos seus atos.

Até que o pai de Reid morre e ele se vê com um problema na mão: tem que tomar jeito e se tornar responsável pelos seus atos. Outro problema: Reid nunca fez nada de sério na vida, e é um completo idiota egocêntrico.

Britt acaba topando com Kato (o ótimo Jay Chou), ex-assistente do seu pai. Ao descobrir as habilidades mecânicas e em artes marciais de Kato, Britt resolve dedicar sua fortuna e sua vida ao combate ao crime. Na sua cabeça de pudim, o melhor jeito de fazer isso é fingindo que seu alter-ego – o Besouro Verde – e Kato são, na verdade, uma dupla de malfeitores.

À distância, passado o estranhamento inicial, dá pra ver que Gondry conseguiu um feito e tanto: fez um filme de heroi, com ação e porrada mas, ao mesmo tempo, conseguiu dar uma sacaneada – ainda que de leve – no gênero. Um respiro que era necessário nesses tempos em que todo filme de heroi tem que ser “sombrio”.

Outra coisa: o 3D funciona bem paca e as cenas de ação – especialmente as lutas protagonizadas por Kato – são fenomenais.

E agora é hora de fazer valer a sua paciência e escrever a primeira frase a respeito do filme que realmente importa para você: o filme é bom e ponto.

Besouro Verde (The Green Hornet, EUA – 2011)

Direção: Michel Gondry

Elenco: Seth Rogen, Jay Chow, Christoph Waltz, Cameron Diaz

Duração: 119 min.

Estreia: 18/02/2011

By: Leonardo Carvalho

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